EMPATIA: CAPACIDADE NATURAL E COMPETÊNCIA

EMPATIA: CAPACIDADE NATURAL E COMPETÊNCIA

A empatia contagiosa é aquela automática, já a empatia cognitiva, ela requer esforço mas pode ser treinada e ampliada. O que é empatia? Empatia é sentir junto, seja compreendendo o que o outro sente ou, mais profundamente, sentindo como o outro.

A empatia é uma das pontes entre o egoísmo e o altruísmo. Ao contrário do que muitos pensam, a empatia é uma capacidade natural tanto para os seres humanos quanto para os outros animais, muitos outros animais. Essa empatia que é comprovadamente presente em outros animais é o que a gente chama de empatia contagiosa, ela é automática, ela não requer esforço, ela acontece. Então, um bom exemplo disso o que é?

Imagina alguém fechando a porta do carro sobre os dedos… a gente automaticamente contrai o corpo e a gente imagina e quase sente a dor como o outro.

Ao que tudo indica, a palavra empatia vem do grego, mas ela ficou esquecida por centenas de anos e ela voltou a ser utilizada no começo do século passado. Hoje, a empatia é uma palavra de ordem, ela está presente na agenda desde a escola primária até a construção da liderança.

O macho alfa e a associação dele com agressividade e violência é uma lenda porque tanto no nosso mundo quanto no mundo animal os grandes líderes são extremamente empáticos e, mesmo depois de desprovidos de poder, eles são cuidados com extremo carinho pelo seu grupo. Nós seres humanos podemos ainda ser mais empáticos, uma empatia que exige esforço, mas que com o treino a gente pode ampliar o nosso círculo empático. Então, essa empatia que é cognitiva, ela pode ser desde treinar a compreender o que o outro sente e, também, treinar a sentir como o outro sente.

Já que é possível treinar empatia fica a pergunta: é possível empatizar com todo mundo o tempo todo? Não, de forma alguma! É impossível…

Como é que isso funciona? E aí vêm as duas primeiras dicas pra gente poder ser mais empático. A primeira dica é ser autoempático, porque sendo autoempático a gente tenta conhecer os nossos pontos fracos, pontos fortes e reconhecer nossos limites.

E aí a gente pode ter a segunda dica que é ser seletivo. O que significa isso? Reconhecendo nossos limites nós podemos escolher com quem empatizar e quando empatizar porque porque esse treinamento da empatia cognitiva, ele exige esforço, e esse esforço custa muito caro para o nosso cérebro e é por isso que a gente não pode empatizar com todo mundo o tempo todo.

Bloquear a empatia também é importante. Pense em profissões, por exemplo… raramente vamos ver uma mãe ou um pai que são médicos operando seus próprios filhos porque é praticamente impossível bloquear a empatia de pessoas muito próximas, colocando em risco a atividade profissional. Outros exemplos são: advogados, terapeutas.

E a terceira dica é estar aberto a novas narrativas E o que significa isso? Ao que tudo indica, nós seres humanos aumentamos nosso círculo empático com a invenção da imprensa que trouxe a expansão da leitura.

Isso tudo aconteceu antes da revolução francesa e uma das melhores hipóteses que explica a nossa crescente preocupação com os direitos humanos está justamente na expansão da leitura, mas hoje a gente não tem apenas a leitura para poder ampliar o nosso círculo empático. Nós temos também o cinema, a TV assim como todas as narrativas que são proporcionadas pela internet.

E então a última dica que é a quarta dica é ser genuíno e por que ser genuíno? Porque nós somos máquinas de detectar traidores. Então aquele chefe autoritário, aquele amigo narcisista que aprendeu algumas técnicas para se fazer de empático que é uma empatia falsa e, portanto, uma pseudo empatia para tentar conquistar alguma coisa da gente, ele não vai conseguir nos enganar por muito tempo. Então, não vale a pena usar da empatia como uma estratégia, ela precisa ser genuína para realmente ser efetiva e para realmente conseguirmos ter uma comunicação mais construtiva.

É bom ficar longe dos narcisistas e dos autoritários manipuladores. O mais difícil é detectar psicopatas mas eles são raros. Ficando longe de todos eles, fica muito mais fácil a gente escolher com quem empatizar e como ser genuíno na empatia. Portanto, ser autoempático, ser seletivo, estar aberto a novas narrativas e ser genuíno é o caminho para melhor desenvolvermos o nosso autoconhecimento, ampliar a forma como nós vemos o mundo e melhor nos conectarmos com os outros.

O que você pensa sobre esse assunto? Conta aqui pra gente nos comentários… Inscreva-se no Canal da Casa do Saber, essa é uma das formas de estarmos mais abertos a novas narrativas, recebendo novas reflexões, novos questionamentos, novos conhecimentos…

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